Caso Rafael: perícia em arquivo de áudio foi autorizado

Lenon de Paula

Caso Rafael: perícia em arquivo de áudio foi autorizado
Rafael foi morto pela própria mãe em maio de 2020, na cidade de Planalto. Foto: Reprodução/ Redes sociais

O pedido da defesa de Alexandra Salete Dougokenski, que solicita uma perícia em arquivo de áudio, foi atendida pela Comarca de Planalto no domingo. Alexandra é acusada do homicídio do próprio filho, Rafael Winques, de 11 anos. Ela teria sedado e enforcado o filho, bem como tentado ocultar o seu cadáver. O crime ocorreu na noite de 14 de maio de 2020.

O áudio, que integra as provas do processo, teria sido enviado por Rafael ao seu pai , Rodrigo Winques, por um aplicativo mensageiro próximo do dia em que foi morto. A defesa de Alexandra afirma que este áudio pode inocentar a acusada. A perícia no áudio deverá ser realizada no Departamento de Criminalística do Instituto Geral de Perícias do Estado, em prazo fixado de 40 dias a contar do recebimento do material.

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Em consequência da determinação, a magistrada retirou a multa que aplicou à defesa da ré pelo abandono do júri, valorada em 90 salários mínimos. Ainda na decisão, negou a revogação da prisão preventiva da ré.

Alexandra é acusada de matar o filho e responde pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa), ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido entre a noite de 14/05/20 e o começo da madrugada de 15/05/20.

DEFESA ABANDONOU JÚRI EM MARÇONo dia 21 de março deste ano, após poucos minutos do início do júri, na cidade de Planalto, a defesa de Alexandra havia solicitado a perícia sobre a veracidade do áudio, para confirmar se a voz no áudio era mesmo do jovem Rafael, devido à discrepâncias sobre a data em que o áudio teria sido enviado. Após ter a solicitação indeferida, toda a equipe de defesa da ré abandonou o salão do júri e a sessão foi suspensa.

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